domingo, 5 de junho de 2016

E há momentos...


E há momentos, em que eu sinto, que entendo tudo e no momento seguinte, sinto que todas as dúvidas, me invadem a mente.

E há momentos, em que eu sinto meu ser, se revirar todo, experimento um não me entender, um rasgar íntimo de todas as minhas convicções, como se minhas raízes, estivessem sendo arrancadas uma a uma e no lugar delas, outras raízes plantadas e alimentadas, com uma força ainda desconhecida à mim, contudo, ansiada de forma extrema, igual a qual, um condenado deseja a centelha da paz, que há na absolvição, difícil não ser despertada, aterrorizada, ao ponto de querer olhar o abismo, de querer provar o gosto, o mistério de se sentir ao extremo, de forma fatal e absoluta, ver a cerne exposta e nua.
E há momentos, em que bendigo o que sinto, em que não me entendo e que me entendo fora de mim, em que me dói o retirar e plantar das raízes, a visão do abismo, o gosto misterioso da absolvição, e, a fatal e inevitável rendição.

Diana Lestan



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